Teoria musical e método de Violão



Teoria musical gratis de Violão
O instrumento

Violão acústico é uma guitarra que usa apenas métodos acústicos para projetar o som produzido pelas suas cordas. Com o advento da guitarra elétrica houve necessidade de um novo termo que definisse a guitarra não-eletrificada.

Em todos os tipos de guitarras o som é produzido pela vibração das cordas. No entanto, como as cordas conseguem deslocar apenas uma pequena massa de ar, a intensidade do som necessita ser aumentada para ser ouvida. No violão acústico, isso é realizado usando uma caixa de ressonância. O corpo do violão é oco. As cordas, ao vibrarem, põem o tampo harmônico a vibrar através do cavalete. O tampo harmônico possui uma área maior, e consequentemente produz um som mais intenso do que as cordas isoladamente.

Nenhuma amplificação ocorre neste processo, no sentido em que nenhuma energia é adicionada externamente para aumentar a intensidade do som (como seria o caso com um amplificador elétrico). Toda a energia é fornecida apenas pela intensidade do dedilhar das cordas. A função de todo o sistema acústico é maximizar a intensidade do som.

Teoria musical de violão

Bem-vindos ao método de teoria musical para violão do partituraDeMusica!

Aqui iremos aprender o significado dos símbolos musicais básicos para começar a ler partitura de música de forma fácil e simples.
Então, vamos começar!


Extremidade superior do braço onde se encontram fixadas as tarraxas ou cravelhas.



Mecanismo giratório que serve para afinar as cordas, tencionando-as ou distendendo-as



Peça alongada de material plástico ou de fibra de carbono que possui pequenos veios por onde passam as cordas



Série de filetes metálicos perfilados ao longo da escala que servem para delimitar os sucessivos semitons do sistema que divide a escala musical em doze sons.



Espaço delimitado por dois trastes, onde os dedos pressionam para produzir as diferentes notas musicais.



Barra metálica que atravessa o braço por dentro e por toda a sua extensão, funcionando para ajustar o mesmo no caso de empeno (essa barra não existe no violão).



Parte superior do braço onde ficam fixados os trastes e onde se executam os solos e os acordes.



Peça única, geralmente de madeira, onde estão todos os já descritos anteriormente.



São enrolamentos que envolvem uma barra magnética e é responsável pela captação do som das cordas (essa peça existe somente nas guitarras e violões elétricos) e pela transformação desses sons captados em sinais elétricos que são enviados para um amplificador de som.



Peça metálica por onde passam as cordas e que possui ‘carrinhos móveis’ que servem para ajustar a afinação de oitava e um mecanismo para regular a altura da ponte em relação ao corpo do instrumento.



Placa acrílica que serve para resguardar a parte elétrica do instrumento, mas que também pode ter uma finalidade meramente estética em certos tipos de guitarra, sendo muito usada para se fixar palhetas entre ela e o corpo do instrumento.



Sistema mecânico que quando acionado produz um efeito de distensão sobre as cordas, desafinando-as momentaneamente.



Como o próprio nome diz, esta chave, além de selecionar o captador que o músico quer, faz também combinações entre eles, podendo manter dois captadores ligados ao mesmo tempo.



Botões de controle de volume e tonalidade dos captadores



Orifício onde se conecta o ‘plug’ do cabo, que é responsável pelo envio do sinal elétrico do captador ao amplificador.




Ter uma postura boa para tocar o violão é fundamental para evitar desconfortos. Quem for tocar o instrumento, deve sentar-se com a coluna cervical reta, de forma confortável e repousar o instrumento sobre uma das pernas.

O braço de quem toca, que fica sobre a parte superior do instrumento (geralmente o braço direito), deve ser colocado de forma confortável, e o pulso da outra mão deve ficar levemente flexionado.

Para ter firmeza na mão que trocará as notas no instrumento, é importante que o dedo polegar se mantenha no centro da parte de trás do braço do instrumento. Também é importante não fechar a mão por completa no braço do instrumento, o correto é usar apenas os dedos (polegar na parte traseira do braço e os demais dedos na parte frontal do braço do instrumento). Esse modo permite o ângulo necessário dos dedos em relação as cordas e permite avançar e retroceder a posição da mão entre as ‘casas’ da escala de forma fácil.

Para os que preferem usar palhetas, é recomendável palhetar as cordas de forma alternada, segurando firmemente a palheta entre os dedos indicador e polegar.

É importante saber que, tanto para solos quanto para acordes, o punho deve estar totalmente relaxado e os movimentos do punho deve ser rotativo.




A partitura é a escrita da música, é onde são anotamos informações importantes da música que nos ajudam entender o que deve ser tocado a cada instante.

A escrita musical foi criada para registrar as ideias de composições de músicos na antiguidade e é utilizada até os dias atuais. Ela funciona assim como um mero gibi, um panfleto informativo, uma revista, etc. que nos remetem informações sobre algo que desejamos saber.

A representação dos sons musicais se dá por meio de sinais gráficos aos quais chamamos de notas. No total, temos doze notas musicais na escala cromática. Entretanto, não usamos as doze notas a todo instante. Utilizamos mais frequentemente as sete notas da escala diatônica maior e com menos frequência os cinco ‘acidentes musicais’.





Esse símbolo é utilizado para representar a velocidade do tempo. No exemplo acima, a informação que temos é que a velocidade do tempo da música deverá ser com o andamento em 120 batidas por minutos. Isso representa apenas a contagem do tempo; que nesse caso, 120 batidas por minuto seria um ritmo com o andamento 2 vezes mais rápido do que a velocidade do ponteiro de um relógio (que utiliza 60 batidas por minuto para contar 1 minuto). Então, 2 x 60 = 120.

A música é totalmente criada com a relação de sons. Os diferentes sons da música receberam o nome de NOTAS MUSICAIS. Existem na música, sete notas musicais, a seguir:

DÓ – RÉ – MÍ – FÁ – SOL – LÁ – SÍ

A partir dessas sete notas musicais, chamadas de notas naturais, existem outras cinco conhecidas como ‘acidentes musicais’, que somadas com as sete notas naturais, resultam em um total de doze notas que compõem o nosso sistema musical.

Para obter a relação entre as notas musicais, foi criada uma unidade de medida chamada TOM, que é usada para definir a distância sonora entre as notas. O tom pode também ser divido em duas partes, e cada parte recebe o nome de SEMITOM, portanto dois semitons.

O semitom é a menor medida possível entre os sons do sistema musical.

Por definição, são cinco linhas horizontais e paralelas entre si e quatro espaços entre a primeira e a última linha e são usados como estrutura para marcamos as notas musicais e a maioria dos outros símbolos utilizados para marcar partituras.

Essas linhas e espaços são contados de baixo para cima e a escrita tanto é feita nas linhas quanto nos espaços. Observe:

Observe agora o pentagrama com algumas notas musicais:

Linhas suplementares

Linhas suplementares superiores

São linhas acrescentadas acima do pentagrama para poder registrar os sons mais agudos que dão continuidade à escala diatônica. Pode-se também usar os espaços criados por essas linhas; esses espaços acima das cinco linhas tradicionais do pentagrama, são chamados de Espaços Suplementares Superiores.

Linhas suplementares inferiores

São linhas acrescentadas abaixo do pentagrama para que se possa registrar os sons mais graves que dão continuidade à escala diatônica no seu sentido descendente. Pode-se também usar os espaços criados por essas linhas; esses espaços são chamados de Espaços Suplementares inferiores.

É um sinal que, quando colocado no princípio da pauta, serve para determinar o nome da nota e a sua altura (grave ou aguda) em relação à escala diatônica. Há vários tipos de claves, mas neste método só nos serão úteis a clave se Sol na segunda linha do pentagrama, e a clave de Fá na quarta linha do pentagrama.

Exemplo de clave de Sol na 2ª linha:

(Abrange as notas de entonação médias e as agudas)



Exemplo de clave se Fá na 4ª linha:

(Abrange as notas de entonação médias e graves)

A fórmula de compassos nos indicam como deve ser entendida a subdivisão do compasso, ou seja, quantas subdivisões de igual duração terão os compassos e qual o valor dessas subdivisões. Na grafia da fórmula de compasso, cada número da fórmula tem seu significado e são eles:

Número superior (de cima): esse número representa a quantidade de subdivisões do compasso. Por exemplo: se o número superior for 4, significa que o compasso possui quatro subdivisões de iguais valores.

Compasso subdividido em quatro partes iguais. Nesse exemplo, foram coloridas duas partes para representar as quatro subdivisões (duas subdivisões com o fundo cinza e duas com o fundo branco).

Número inferior (de baixo): esse número representa o valor, ou o tamanho ou a quantidade de tempo que cada uma dessas subdivisões do compasso tem. O número inferior representa um dos sete valores possíveis de tempo que é utilizado em qualquer partitura e em qualquer lugar do mundo, vide tabela:

Figuras musicais

Portanto, supondo que o número inferior seja 4 (número geralmente usado em fórmulas de compasso), isso representa que o valor da subdivisão do compasso é o mesmo valor de uma semínima (valor 4 na tabela acima). Sendo assim, em um compasso com fórmula de compasso de 4/4, temos um compasso com 4 subdivisões (número superior da fração) e cada subdivisão tem o valor de uma semínima (número inferior da fração).

Mas, e qual é o valor de uma semínima com relação ao tempo?

O valor de uma semínima ou de qualquer outra nota é variável e depende do andamento da música e da fórmula de compasso. Apesar dos valores das notas serem variáveis, eles têm um valor proporcional entre si, perceba na tabela abaixo que em sequência, cada nota é o dobro de sua vizinha antecessora e metade da nota de sua vizinha sucessoras (exceto as que estão nas duas extremidades da lista). Observe:

Por exemplo: no compasso ‘A’, a formula de compasso nos indica que cada compasso deve ser de 4 tempos com o valor de uma semínima cada.

Então se as notas têm um valor proporcional de dobro e metade entre elas, onde cabem 4 semínimas (compasso ‘C’) cabem 2 mínimas (compasso ‘B’) ou 8 colcheias (compasso ‘D’), ou ainda cabem 16 semicolcheias (compasso ‘E’), e assim sucessivamente.

Então o exemplo a seguir também é válido, observe:

Este exemplo mostra o primeiro tempo preenchido com uma semínima (valor máximo para este tempo), mostra o segundo tempo preenchido com duas colcheias (a colcheia é metade do valor da semínima no primeiro tempo), mostra o terceiro tempo preenchido com quatro semicolcheias e o quarto tempo preenchido com oito fusas.

Essa fórmula de compasso estuda até o momento pertence ao grupo de frações simples de compasso. Além das fórmulas de compassos simples existem também as fórmulas de compassos composto. No compasso composto temos algumas diferenças com relação ao compasso simples:

O compasso composto possui subdivisões ternária, enquanto o compasso simples visto nos exemplos anteriores, têm suas subdivisões binária. Observe um exemplo de compasso composto:

Portanto, em compassos compostos, o valor da unidade de tempo (número inferior da fórmula de compasso) deverá ter o valor da sua metade acrescido para conseguir preencher corretamente o compasso.

No compasso visto anteriormente, os pingos ao lado direito de cada nota no espaço suplementar inferior, representam a continuidade do tempo pela metade de cada nota que recebe esse símbolo. Esse símbolo recebe o nome de PONTO DE AUMENTO, e esse assunto veremos um mais adiante.

Outros exemplos de compassos compostos:

Se esse assunto ainda é um pouco confuso para você, não se preocupe, a tendência é aprender esse assunto gradativamente com o tempo e a prática.

Na música, a dinâmica é definida pela intensidade do som (força que usamos tocar a corda). Na partitura, a dinâmica é grafada através de abreviaturas, que remetem o grau de intensidade. São elas:

O compasso é uma pequena seção da música. No pentagrama, os compassos, são divididos por um símbolo de uma barra vertical (de pé), eles dividem a música em vários fragmentos de tempo. Para um melhor entendimento, vamos comparar os compassos de uma pequena música de 1 minuto com o relógio; a música seria uma volta completa de 60 segundos no relógio, os compassos seriam as subdivisões a cada 5 segundos representados pelos números de 1 a 12, então neste exemplo comparativo com o relógio, teríamos a música de 1 minuto, com 12 compassos de 5 segundos cada.

Intervalo é a distância entre a altura de duas notas musicais. A função do intervalo é estabelecer relações concretas entre as notas. A unidade inteira de medida dos intervalos é o TOM e o menor intervalo do nosso sistema musical é o SEMITOM

Para exemplificar os intervalos, vamos observa-los a partir da Escala Tônica de Dó maior:

A partir da primeira nota estabelecida, que também representa a tonalidade da escala, contamos 1 (um) grau a cada nota. Perceba na imagem, que a nota está no 4º grau em relação a nota tônica (primeira nota, primeiro grau), ou seja, esse intervalo entre a primeira nota () e a quarta () é chamado de INTERVALO DE QUARTA. Outro exemplo, o intervalo entre a nota e a nota Sol é chamado de INTERVALO DE QUINTA, e assim sucessivamente.



O ponto de aumento é um pequeno ponto grafado ao lado direito de uma nota ou pausa musical. Ele serve para acrescer o valor da nota ou pausa com a metade do valor da nota que recebe essa grafia.

Por exemplo: imagine que uma nota sem um ponto de aumento tenha um valor simbólico 1. Quando adicionamos o ponto de aumento à essa nota com valor 1, ela passa a ter o valor 1,5 (um e meio). Se imaginarmos outra nota com um valor de 2, ao adicionarmos um ponto de aumento, essa nota passaria a ter o valor 3, que é a soma do valor 2 com sua metade.

Como sabemos, uma mínima é do dobro do valor de uma semínima. Portanto, no exemplo acima, a mínima e o ponto de aumento são equivalentes à uma mínima e uma semínima juntas.



Quando um trecho musical deve ser repetido, o trecho deverá estar marcado com o sinal de ritornelo, indicando o início e o final da repetição:

Exemplo:

No exemplo acima, temos 2 compassos que foram marcados com a barra de repetição (ritornelo). Isso nos indica que a sequência desses dois compassos deve ser executada duas vezes. Dessa forma:

- compasso 1

- compasso 2

- compasso 1

- compasso 2



A barra final é simples e indica somente a finalização da música.

Exemplo:

A grafia da barra final é bem parecida com a grafia da barra de repetição. O que difere as duas barras são os dois pontos verticais que a barra de repetição possui nos espaços 2 e 3 do pentagrama.



A ligadura de valor é uma linha curva que, se estiver colocada sobre dois ou mais sons da mesma entoação, indica que os sons estão ligados e não devem ser repetidos e sim prolongados.

Exemplo:

Nesse exemplo temos uma semínima ligada a outra semínima, que significa que só a primeira será tocada e a segunda será apenas o prolongamento da primeira. A comparação na imagem, mostra duas formas de escrever a mesma coisa. Nesse exemplo, a ligadura de valor foi demonstrada dentro do mesmo compasso para melhor entendimento, mas geralmente ela é utilizada para prolongar uma nota de um compasso a outro.




Hoje em dia existem vários afinadores eletrônicos que facilitam a nossa vida para afinar nosso instrumento. Porém a prática de afinar “de ouvido” educa nossos ouvidos a reconhecerem as notas por sua sonoridade particular.

Para iniciar a afinação do instrumento na forma “de ouvido”, precisaremos de um diapasão (objeto que emite uma frequência em Lá maior). A partir da frequência da nota Lá emitida pelo diapasão, afinaremos a 5º corda do violão, contadas a partir da corda mais fina. E a partir dessa quinta corda que afinamos em Lá maior, afinaremos as demais.

Para conseguirmos outras frequências musicais a partir da quinta corda afinada em Lá maior, basta pressionarmos a corda Lá entre os trastes do instrumento:


Representação da grade no braço do instrumento:

Existem diversos padrões de afinação para o instrumento. Porém, entre esses diferentes padrões de afinação, a afinação estabelecida como afinação padrão. Para afinarmos nosso instrumento com a afinação padrão, devemos afinar (deixar com o som semelhante a frequência correspondente) as cordas com as seguintes afinações:

  1. Afine a 5ª corda em Lá com o diapasão.
  2. Agora vamos para a 6ª corda (mais grossa). Essa corda deve ter sua frequência igual a Mi maior. Então pressione-a (6ª corda) na quinta casa e compare com o som da 6ª corda pressionada com o som da quinta corda solta (afinada em Lá maior). Mude a frequência da 6º corda para mais ou para menos até que seu som pressionado na quinta casa fique parecido com a 5ª corda solta (nota Lá).
  3. Feito isso, já teremos afinadas a 5ª e 6ª corda. Agora afinaremos a 4ª corda em Ré maior. Se pressionarmos a quinta casa da 5ª corda (a corda Lá), teremos um Ré; a partir do som desse Ré que afinaremos a 4ª corda em Ré.
  4. Agora afinaremos a 3ª corda em Sol. Existe uma frequência de Sol na quinta casa da corda Ré (4ª corda); a partir dessa frequência Sol da quinta casa da 4ª corda, que afinaremos a 3ª corda em Sol Maior.
  5. Para afinarmos nossa 2ª corda em Si, devemos igualar seu som ao som da 3ª corda pressionada na quarta casa.
  6. E por último, nossa primeira corda (mais fina) em Mi, devemos igualar seu som ao som da 2ª corda pressionada na quinta casa ou ao ‘timbre’ da 6ª corda (afinado em Mi também, porém está uma oitava abaixo).

Depois de termos nosso instrumento afinado na afinação padrão, é importante lembrar que cada intervalo entre os trastes do instrumento é equivalente a 1 (um) semitom. Então quando afinado na afinação padrão teremos os seguintes semitons (a cada casa) e tons (a cada duas casas):

Representação da grade e suas respectivas notas no braço do instrumento:

No braço do instrumento, existe vários intervalos de 1 SEMITOM, marcados pela divisão entre um traste e outro e seis cordas que ficam transversais aos trastes. Com a união dos trastes e das cordas, temos uma grade com possibilidades de notas em diferentes posições no braço do instrumento.

Temos que ter consciência que cada corda do instrumento tocada livremente (sem pressionar um intervalo entre os trastes) possui uma afinação preestabelecida e que a cada intervalo pressionado, há mudança na altura da frequência na nota. Se o instrumento for afinado na afinação padrão, o som emitido por cada corda solta é o seguinte:

1ª corda solta - Mi

2ª corda solta - Si

3ª corda solta - Sol

4ª corda solta -

5ª corda solta -

6ª corda solta - Mi

Pressionando cada uma dessas cordas isoladamente a cada casa (intervalo entre os trastes), aumentaremos a frequência de SEMITOM em SEMITOM. Por exemplo:

Na 1ª corda (mais fina), se pressionarmos a primeira casa da corda teremos sua nota predefinida (Mi maior) somada com 1 SEMITOM, que passaria a da nota Mi para a nota . Se pressionarmos a mesma corda na segunda casa, teremos o somado com 1 SEMITOM, que passaria da nota para a nota Fá# (Fá Sustenido).

Essa lógica é igual para todas as cordas, porém cada corda solta tem sua nota preestabelecida e a contagem se dá a partir da nota principal da corda, seguindo sempre a mesma sequência a seguir:

Dó – Dó# - Ré – Ré# - Mi – Fá – Fá# - Sol – Sol# - Lá – Lá# - Si – Dó (repete do início)




Sustenido (#) – serve para elevar a nota para a casa imediatamente superior (mais aguda).

Nesse exemplo, houve uma elevação da entonação da nota Dó (C), que passou a se chamar ‘Dó Sustenido’ (C#).

Bemol (b) – serve para abaixar a nota para a casa imediatamente inferior (mais grave).

Observe nos dois exemplos que a mesma corda pressionada na segunda casa receberam dois nomes diferentes (Dó# e Réb). O nome varia de acordo com a direção de mudança das notas, e esse fenômeno se chama ENARMONIA (mesmo som com dois nomes diferentes).

Definição: são símbolos que colocados em uma nota, produzem modificações na altura da frequência sonora da mesma, tornando-a mais grave ou mais aguda.

Exemplo:

a) quando a alteração ou acidente musical, é escrito numa pauta musical (pentagrama):

A alteração é colocada antes do símbolo gráfico que representa a nota musical.

b) quando a nota é escrita ‘por extenso’:

Dó# - a alteração é colocada após a sílaba que representa a tonalidade principal da nota.

c) quando a nota é escrita na sua forma cifrada:

C# - o símbolo da alteração ou o símbolo do acidente musical, é usado à direita da cifra, provocando uma modificação na altura da frequência da nota, que passará a se chamar DÓ SUSTENIDO.



São aquelas notas que representam os ACIDENTES MUSICAIS e podem receber mais de um nome, mas a frequência da altura da nota é a mesma.

Exemplo:

Sol# e b (Sol sustenido e Lá bemol)

Sib e Lá# (Si bemol e Lá sustenido)

Dó# e b (Dó sustenido e Ré bemol)




Nossa música tem um sistema que possui sete notas musicais, popularmente conhecidas como Notas Naturais; a seguir temos as sete notas musicais:

Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si.

Essa apresentação da nota se dá de forma crescente. Porém, podemos também solfeja-las de forma decrescente

Si, Lá, Sol, Fá, Mi, Ré e .

Observe a relação de altura entre as notas musicais:

Portanto, as notas com maior altura são sempre mais agudas do que as notas com menor altura, que são mais graves.

Cada intervalo entre uma nota e outra, possui uma medida padrão chamada TOM.

O TOM é apenas o nome próprio para a medida entre uma nota e outra, assim como temos o metro para medir o tamanho das coisas, distância e etc. O TOM mede o intervalo entre uma nota e outra pela frequência sonora, e a frequência sonora é estabelecida pela relação entre a altura das notas como visto na imagem anterior.

Além das sete Notas Naturais já conhecidas, existem também mais cinco notas conhecidas como ACIDENTES MUSICAIS. Um Acidente Musical é quando uma nota da escala diatônica recebe a soma do valor de um SEMITOM. Podemos associar o intervalo de um TOM com uma unidade de 100%. E associar o intervalo de um SEMITOM com uma unidade de 50%.

Esses SEMITONS acrescidos a um TOM recebem os nomes BEMÓIS ou SUSTENIDOS (dependendo da ordem de mudança entre uma nota e outra). Se for ‘subindo’ (imagem anterior), então deve se chamar SUSTENIDO. Se for ‘descendo’, deve se chamar BEMOL.

Por exemplo:

Lendo a imagem sempre da esquerda para a direita, no primeiro caso, o meio intervalo entre a nota Dó e Ré, se chamaria Dó Sustenido, porque estamos subindo a entonação na sequência em que as notas aparecem.

Já no segundo caso, o mesmo SEMITOM entre a nota Ré e Dó (observe que inverteu a ordem da mudança de altura entre as notas), se chama Ré Bemol. Portando, Dó Sustenido e Ré Bemol são os dois nomes dado para o mesmo intervalo entre a nota Dó e Ré naturais, dependendo da ordem que as notas aparecem.

É como uma pessoa conhecida por duas personalidades, seu próprio nome em certos lugares e por seu apelido em outros lugares.

Então podemos dizer que um acidente musical bemol, abaixa a frequência da altura da nota com relação a ela própria ou outra. E um acidente musical sustenido, aumenta a frequência da altura da nota com relação a ela própria ou outra.

O símbolo que representa um acidente sustenido é a tralha: #

Já, o símbolo que representa um acidente bemol é a letra B minúscula: b

No caso do nosso exemplo, o meio intervalo entre a nota Dó e Ré, pode ser Dó# ou Réb, como já explicado, isso depende da ordem da mudança de frequência das notas.

Esses SEMITONS, # e b (sustenido e bemol), também podem serem vistos duplicados:

DOBRADO SUSTENIDO: ##

DOBRADO BEMOL: bb

Isso representa a mudança dois SEMITONS, ou seja, um intervalo inteiro.

Observe na imagem do braço do instrumento, os intervalos entre as notas e o meio intervalo entre elas:

Em resumo:

Bemol: reduz a nota em meio tom.

Sustenido: aumenta a nota em meio tom.

Dobrado bemol: reduz a nota em um tom.

Dobrado sustenido: aumenta a nota em um tom.

Como temos sete notas e musicais e apenas cinco acidentes musicais, existem dois intervalos que não possuem esse meio intervalo, e são os seguintes intervalos que não possuem meio tom:

O intervalo entre Mi e , e o intervalo entre o Si e

Então as sete notas musicais naturais, vistas juntamente com os cinco acidentes musicais possíveis, são lidas da seguinte forma:

Dó – Dó# - Ré – Ré# - Mi – Fá – Fá# - Sol – Sol# - Lá – Lá# - Si (se a sequência continuasse, a próxima nota seria o novamente).

Observe na sequência das notas que não há o intervalo de meio tom entre as notas Mi e , e entre as notas Si e (se sequência continuasse).

Da mesma forma a soma das sete notas naturais e seus cinco acidentes, lidos em ordem contrária, seria da seguinte forma:

Si – Sib - Lá – Láb - Sol – Solb – Fá - Mi – Mib - Ré – Réb - Dó (se a sequência continuasse, a próxima nota seria a nota Si novamente).

Essas duas sequências, ascendente e descendente, respectivamente, se chama Escala Cromática ou Escala Diatônica (pois possui em seu conjunto os acidentes musicais).

Se removêssemos novamente os acidentes musicais (# e b), a escala se chamaria apenas Escala Tônica (pois possui apenas as notas naturais).

Podemos então concluir que os intervalos de notas que possuem acidentes musicais são os intervalos entre:

E os intervalos de notas que NÃO possuem acidentes são os intervalos entre:

Podemos classificar um SEMITOM como CROMÁTICO ou DIATÔNICO:

CROMÁTICO (quando formado por duas notas do mesmo nome):

DIATÔNICO (quando formado por duas notas de nomes diferentes):

A tablatura é um conjunto de números que representam para nós as casas e cordas que devemos pressionar. As linhas horizontais representam as cordas, e é sobre essas linhas que são colocados os números que representam as casas do braço do instrumento.

As linhas horizontais são dispostas de cima para baixo, ou seja, a primeira corda e mais fina é representa pela primeira linha.

(Não confundir as linhas da tablatura com um pentagrama)

Sendo assim, temos a seguinte estrutura para colocarmos os números que representaram as casas a serem pressionadas:

Essa estrutura é usada para representar o andamento cronológico da música da esquerda para a direita.

Outra grafia que usa os números para representar as casas a serem pressionadas, que podemos usar para representar os acordes é chamada de Diagrama de Acordes. No diagrama de acordes, são as linhas verticais que representam as cordas, já as horizontais, desta vez representam os trastes do instrumento. Porém no diagrama de acordes, são as posições dos números que nos indicam a casa que devemos pressionar; os números representam os dedos utilizaremos para pressionar a devida corda na devida casa.

Para saber a quais dedos cada número é referente, observe novamente essa imagem:

Um acorde é formado pelo conjunto de três notas ou mais. Essas três notas que forma um acorde, também são conhecidas como TRÍADE. Para que seja mais fácil representar os acordes ou tríades, usamos uma nomenclatura para nomear os acordes:

Ao lado da nomenclatura que representam os acordes, pode existir as seguintes tipologias que representam uma pequena variação no acorde onde elas aparecem:




Acorde é a reunião de três ou mais notas tocadas simultaneamente. O acorde de três sons é o acorde básico e é chamado de tríade e é formado pela superposição de intervalos de terça maior e/ou menor.

Exemplo de acorde de Dó maior (C):

Quando a 1ª terça é maior e a 2ª terça é menor, obtemos uma tríade (ou acorde) maior.

Exemplo:

Acorde de Mi menor (Em):

Quando a 1ª terça é menor e a 2ª terça é maior, obtemos uma tríade menor.

Conclusão: é o primeiro intervalo de terça do acorde (intervalo entre a nota mais grave e a respectiva terça) que vai definir a classificação do acorde (acorde maior ou menor).

A nota fundamental no acorde é a nota base, que dá origem ao acorde, originando-a como a nota mais importante do acorde.

– Nota que dá nome ao acorde, pois sendo a nota fundamental é a única nota do acorde que consegue dispor as demais em intervalos simultâneos de terça.

– É a terça de Fá, logo é ela a responsável pela classificação do acorde como maior neste caso.

– É a nota que compõe um intervalo de 5ª justa a partir da nota fundamental (Fá) do acorde, e determina que o acorde é consonante ou perfeito.



É quando sobrepomos intervalos de terça maiores ou menores às notas da escala diatônica. Todos os acordes, com exceção o acorde sobre o VII grau, são acordes perfeitos maiores ou menores, também chamados de acordes consonantes.

A tríade construída sob o VII grau, é a exceção, pois é formada pela superposição de duas terceiras menores.

Então temos um acorde de Si diminuto:

Da nota Si à nota = 3ª menor (1 semitom + 1 tom)

Da nota à nota = 3ª menor (1 tom + 1 semitom)

Da nota Si até a nota = 5ª diminuta (3 tons)

Portanto, o acorde do VII grau da escala diatônica maior é do tipo DIMINUTO.

Há ainda uma tríade que é formada pela superposição de dois intervalos de 3ª maior, gerando assim um intervalo de 5ª aumentada entre suas notas extremas.

Observe:




Além dos graus que medem a altura entre uma nota e outra, existe também os graus dos intervalos que classificação a qualidade do intervalo; eles são cinco tipos:

  1. Menor
  2. Maior
  3. Justo
  4. Diminuto
  5. Aumentado

Os intervalos podem ser de 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª, 7ª ou

Intervalos de 2ª, 3ª, 6ª e podem ser classificados como maior, menor, aumentado ou diminuto

Intervalos de 4ª, 5ª e podem ser justos, aumentados ou diminutos.

As classificações dos intervalos quanto à qualidade, recebem suas respectivas designações pela quantidade de SEMITONS e TONS que os separam. Para entender facilmente, observe as tabelas de classificação de intervalos a seguir:








Entre os intervalos gerais, uns são mais usados do que outros naturalmente; entre elas, a Escala Diatônica e escalas derivadas da diatônica.

Veja um exemplo de INTERVALO SIMPLES (compreendido dentro do intervalo de uma oitava):


Veja agora um exemplo de INTERVALO COMPOSTO (ultrapassa o intervalo de uma oitava):


Todo INTERVALO SIMPLES terá um INTERVALO COMPOSTO correspondente, observe:


Também existem as classificações de INTERVALO MELÓDICO (quando as notas são tocadas sucessivamente, ex.: solos, dedilhados) e INTERVALO HARMÔNICO (quando as notas são tocadas simultaneamente, ex.: acordes). Para cada um desses, temos duas subcategorias: consonante e dissonante.

Os intervalos Melódicos Consonantes são:

  • 2ª maior e menor
  • 3ª maior e menor
  • 4ª justa
  • 5ª justa
  • 6ª maior e menor
  • 8ª justa

Os intervalos Melódicos Dissonantes são:

  • 7ª maior e menor (e todos os intervalos diminutos e aumentados)

Os intervalos Harmônicos Consonantes são:

  • 3ª maior e menor
  • 4ª justa
  • 5ª justa
  • 6ª maior e menor
  • 8ª justa

Os intervalos Harmônicos Dissonantes são:

  • 2ª maior e menor
  • 4ª justa
  • 7ª maior e menor (e todos os intervalos diminutos e aumentados)


Para que esse fenômeno aconteça sem haja mudança de intervalo ascendente ou descendente, é necessário fazer com que a primeira nota vá para a oitava seguinte e passe a ser a segunda nota, sobre passando a altura da segunda nota (que passará a ser a primeira), resultando num intervalo invertido.

Observe:

Nesse exemplo, no primeiro compasso, a nota é descendente de Mi. No segundo compasso, o subiu uma oitava e passou a ser ascendente de Mi, e nenhuma das notas sofreram mudança de altura de frequência, mas sim de grau.

Bom pessoal, esses são os significados dos símbolos básicos da partitura musical. Este método NÂO substitui um professor. Para os que querem aperfeiçoar seus conhecimentos, recomendamos o acompanhamento de um profissional licenciado para ensinar todos esses conceitos e outros de forma prática.





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