Teoria musical e método de Bateria



Teoria musical gratis de Bateria
O instrumento

A bateria é um conjunto de tambores e de pratos, de diversos tamanhos e timbres, colocados de forma conveniente com a intenção de serem percutidos por um único percussionista, denominado baterista.

Geralmente, a bateria é percutida com o auxílio de um par de baquetas, vassourinhas ou bilros, embora em certos casos, possam também ser usadas as próprias mãos.


1 – Pratos de ataque ou crash symbals

O nome muito intuitivo já revela sua principal função no conjunto: os ataques da música.

2 – Prato de condução ou ride

Esse prato é utilizado para conduzir a música. Geralmente ele é utilizado no refrão das músicas e nos solos de guitarra. Dependendo do seu tamanho, também pode ser utilizado como prato de ataque.

3 – Chimbal ou hit-hat

É composto por dois pratos que colidem entre si com a abertura e fechamento da máquina de chimbal, controlada através do pedal. Também é utilizado para conduzir o ritmo, com suporte do bumbo e caixa.

4 – Tons

São tambores dispostos diante do baterista. Geralmente usados nas variações ou evoluções do ritmo, mais conhecidas como ‘viradas’.

5 – Caixa

A caixa também é um tambor, porém sua espessura mais baixa, torna seu timbre mais agudo. Possui na parte inferior (parte de baixo), uma esteira de fios ondulados de metal que reproduzem a ressonância vibrante e aguda.

6 – Surdo

O surdo é o tambor utilizado como apoio rítmico e também como recurso de variação ou evolução do ritmo. Seu uso complementa o conjunto de tons com uma altura de som mais grave.

7 – Bumbo

O mais grave de todos os tambores do conjunto. Serve de base para o ritmo e seu uso caracteriza o estilo de música tocado, pois cada gênero tem suas peculiaridades de bumbo.

8 – Pedal da máquina de chimbal

O pedal da máquina de chimbal controla a abertura e fechamento dos pratos chimbal. Geralmente é acionado com o uso do pé esquerdo, mas isso não é uma regra.

9 – Pedal do bumbo

O pedal de bumbo (pedal simples) controla as batidas percutidas no bumbo. Geralmente é acionado com o uso do pé direito. Existem baterias que utilizam pedal-duplo. O Pedal-duplo é um mecanismo que permite ao baterista percutir o bumbo com os dois pés simultaneamente e ainda existe baterias que possuem dois bumbos, cada bumbo com seu pedal simples.


Geralmente, as baquetas são feitas de madeira com a ponta de madeira também (1). Porém existem baquetas com a ponta de nylon (2), as vassourinhas, com pontas de nylon (3) ou aço (4) e as rodsticks (5).

As baquetas nunca devem ser seguradas com força, pois isso faz com que os movimentos sejam mais lentos, e devem ser seguradas com os dedos polegar e indicador em formato de pinça:

As percutidas com as baquetas não devem ser feitas com a força do antebraço, e sim com a força e movimento do punho e sua trajetória deve ser ampla. Os demais dedos ficam levemente fechados em torno da baqueta e devem ser usados como alavancas de controle, criando a característica de rebote.


O baterista deve sentar-se com a coluna vertical firme e ereta, manter os cotovelos levemente separados do corpo, afim de permitir movimentos dos braços com liberdade.



1- Postura tradicional

As duas mãos ficam com os pulsos virados para baixo

2- Postura inglesa

A mão esquerda fica com o pulso levemente inclinado. A mão direita com o pulso para baixo.



As duas formas mais comuns de utilizar os pés são:

Com a ponta do pé
Com a planta do pé



A partitura nada mais é do que a escrita da música, onde são anotadas informações importantes da música que ajudam o músico entender o que deve ser tocado a cada instante na música.

A escrita musical foi criada para registrar as ideias de composições de músicos na antiguidade e é utilizada até os dias atuais. Ela funciona assim como um mero gibi, um panfleto informativo, uma revista, etc. que nos remetem informações sobre algo que desejamos saber.

Um exemplo básico seria um aviso numa porta que diz: “Não entre sem bater”. O que você faria ao ver esse aviso e tivesse a necessidade de entrar através da porta? Bateria na porta e abriria, certo?! Mas, e se você não soubesse ler a mensagem, o que faria?

Na música, a partitura serve justamente para informar o músico: “Olha, aqui você faz um ritmo assim...”, “Olha, aqui você deve parar de tocar por tanto tempo...”, “Olha, aqui você deve aumentar a velocidade do ritmo...” e etc.

Agora você deve estar se perguntando: “E por que os músicos não usam a escrita convencional para anotar as mudanças e informações da música? ” – A resposta é evidente: porque não haveria um padrão para representar as notas e as pausas musicais e a quantidade de textos que seriam utilizados para grafar uma música seria maior que a própria música.



Esse símbolo é utilizado para representar a velocidade do tempo. Neste exemplo da imagem, a informação que temos é que a velocidade do tempo da música deve ser em 120 batidas por minutos. Mas não se assuste, você não deverá contar 120 batidas a cada minuto e nem tocar 120 batidas por minuto até o fim da música.

Isso representa apenas a contagem do tempo, que nesse caso seria o dobro da velocidade do ponteiro de um relógio por exemplo, que utiliza 60 batidas por minuto. Ainda está confuso?! Não se preocupe, com o tempo e a prática, isso deve ficar cada vez mais claro.

Esses símbolos, no caso da bateria, servem para identificar cada parte do instrumento e também sua duração de tempo. Por exemplo: os ‘x’ encontrados na parte superior do compasso, representam quatro ataques da baqueta no chimbal fechado.

As duas bolinhas pretas representam duas batidas no bumbo. Além das notas musicais, existem também as pausas musicais, mas isso é um assunto que veremos adiante juntamente com a representação dos valores de tempo das notas.

Por definição, são cinco linhas paralelas e horizontais e quatro espaços entre a primeira e a última linha e são usados estruturar as notas musicais e a maioria dos outros símbolos utilizados para escrever partituras.

Essas linhas e espaços são contados de baixo para cima e a escrita tanto é feita nas linhas quanto nos espaços.

A fórmula de compassos nos indicam como deve ser entendida a subdivisão do compasso, ou seja, quantas divisões de igual duração terão os compassos e qual o valor dessa subdivisão. Cada número da fórmula de compasso tem seu significado e são eles:

Número superior (de cima): esse número representa a quantidade de subdivisões do compasso. Por exemplo: se o número superior for 4, significa que o compasso tem quatro partes iguais de divisão dentro de si.

Compasso subdividido em quatro partes iguais. Nesse exemplo, foram coloridas duas partes para representar as subdivisões.

Número inferior (de baixo): esse número representa o tamanho ou quantidade de tempo que cada uma dessas subdivisões do compasso tem. E se o número inferior for quatro? O que significa?! Quatro segundos? Quatro milésimos de segundo? A resposta é não!

O número inferior representa um dos sete valores possíveis de tempo que é utilizado em qualquer partitura e em qualquer lugar do mundo, vide tabela:

Então novamente, se o número inferior for 4, isso representa que o valor da subdivisão do compasso é o mesmo valor de uma semínima (valor 4 na tabela acima). Sendo assim, em um compasso com fórmula de compasso de 4/4, temos um compasso com 4 subdivisões (número superior) e cada subdivisão tem o valor de uma semínima (número inferior).

Mas, e qual é o valor de uma semínima com relação ao tempo?

O valor de uma semínima ou de qualquer outra nota é variável e depende do andamento da música e da fórmula de compasso. Apesar dos valores das notas serem variáveis, eles têm um valor proporcional entre si, perceba na tabela abaixo que cada nota é o dobro e metade das notas sucessoras e antecessoras respectivamente. Observe:

Por exemplo: no compasso ‘A’, a formula de compasso nos indica que cada compasso deve ter no máximo 4 tempos com o valor de uma semínima (valor 4 da tabela anterior) cada.

Então se as notas têm um valor proporcional de dobro e metade entre elas, onde cabem 4 semínimas (compasso ‘C’) cabem 2 mínimas (compasso ‘B’) ou 8 colcheias (compasso ‘D’), ou ainda cabem 16 semicolcheias (compasso ‘E’), e assim sucessivamente.

Então o exemplo a seguir também é válido, observe:

Esses exemplos foram explicados com base na fórmula de compasso simples. Existem também a fórmula de compasso composto. No compasso composto temos algumas diferenças com relação ao compasso simples:

O compasso composto possui subdivisões ternária, enquanto o compasso simples visto anteriormente nos exemplos, têm suas subdivisões binária. Observe um exemplo de compasso composto:

Portanto, em compassos compostos, o valor da unidade de tempo (número inferior da fórmula de compasso) deverá ter a metade do seu valor para preencher corretamente o compasso. Outros exemplos de compassos compostos:

Se esse assunto ainda está confuso para você, não se preocupe, a tendência é que essas dúvidas sumam gradativamente com o tempo e a prática.

Na música, a dinâmica é definida pela intensidade do som. No caso da bateria, a intensidade se dá pelo volume do som provocado pela a percutida do baterista. Na partitura, a dinâmica é grafada através de abreviaturas, que remetem o grau de intensidade. São elas:

O compasso é uma pequena seção da música. Os compassos, são divididos por uma barra vertical (de pé), eles dividem a música em vários espaços de tempo, para melhor entendimento, comparando com o relógio novamente, os compassos seriam o espaço a cada 5 segundos do relógio que são representados pelos números de 1 a 12, então em um relógio teríamos 12 compassos com 5 segundos cada.

A figura abaixo descreve o significado de cada símbolo usado para representar cada parte da bateria. Observe:



O ponto de aumento é um pequeno ponto grafado ao lado direito de uma nota ou pausa musical. Ele serve para aumentar o valor da nota ou pausa com sua metade.

Por exemplo: imagine que uma nota sem um ponto de aumento tenha um valor simbólico 1. Quando adicionamos o ponto de aumento à essa nota com valor 1, ela passa a ter o valor 1,5 (um e meio). Se essa mesma nota que acabamos de imaginar tivesse um valor de 2, ao adicionarmos um ponto de aumento, ela passaria a ter o valor 3, porque a metade de 2 é 1, e 2 + 1 = 3.

Neste exemplo, a mínima e o ponto de aumento são equivalentes à uma mínima e uma semínima juntas.



Quando um trecho musical deve ser repetido, o trecho deverá estar marcado com o sinal de ritornelo, indicando o início e o final da repetição:

Exemplo:

Neste exemplo, temos 4 compassos, e os compassos 2 e 3 foram marcados com a barra de repetição (ritornelo). Isso nos indica que deve tocar a seguinte sequência de compassos:
1, 2, 3, 2, 3 e 4.



A barra final é simples e indica somente a finalização da música. Exemplo:

A grafia da barra final é bem parecida com a grafia da barra de repetição. O que difere as duas barras são os dois pontos que a barra de repetição possui.



A ligadura de valor é uma linha curva que, se estiver colocada sobre dois ou mais sons da mesma entoação, indica que os sons estão ligados e não devem ser repetidos e sim prolongados.
Exemplo:

Nesse exemplo temos uma semínima ligada a outra semínima, que significa que só a primeira será tocada e a segunda será apenas o prolongamento da primeira.

A comparação na imagem, mostra duas formas de escrever a mesma coisa. Nesse exemplo, a ligadura de valor foi demonstrada dentro do mesmo compasso para melhor entendimento, mas geralmente ela é utilizada para prolongar uma nota além de um compasso.

Agora que você já conhece as principais simbologias de partitura para bateria, escolha uma música com ritmo básico dentre as disponíveis em nosso site, ouça e tente acompanhar a leitura. Isso faz com que você assimile melhor os conceitos estudados até aqui. Bons estudos, divirta-se!







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